Dra. Lilian Mello

Persona Sintética · v.01 · novembro de 2026

Quem procura por você

Antes de escrever uma linha do seu site, do seu perfil no Google ou de um post, precisamos saber para quem estamos falando. Juntamos tudo o que você nos contou nos áudios com o que as suas pacientes escrevem nas avaliações e com o que as pessoas de verdade perguntam sobre os seus tratamentos. Chegamos a duas pacientes. Cada uma chega até você por um caminho, com um medo e uma pergunta diferentes.

17avaliações do seu perfil no Google, lidas uma a uma
25áudios seus, com casos reais, mitos e o jeito como você trabalha
536dúvidas reais sobre os seus tratamentos, em fóruns e nas IAs
10perfis da sua região que aparecem no Google para os mesmos tratamentos

Os retratos são ilustrativos, criados só para este documento, para cada paciente ganhar um rosto. Elas são personagens: esses retratos não vão para o site, para o Google nem para o Instagram.

01O que as duas têm em comum

As duas já tentaram resolver sozinhas

Nenhuma das duas chega até você no primeiro dia do problema. Uma tentou massagem e analgésico; a outra, enxaguante, raspador de língua e bala. As duas chegam cansadas de solução que não resolveu, e é por isso que elas reagem tão bem ao seu jeito de olhar o quadro inteiro antes de propor qualquer coisa. Nas suas avaliações, as palavras que mais se repetem são estas:

atenciosadetalhistao paciente como um todosegurança delicadacompetentelevenão senti nadacomprometidaimpecável

"Sua preocupação com o paciente como um todo, e não apenas com a boca, reflete no sucesso do tratamento."

Paciente sua · avaliação no Google, setembro de 2023
Retrato ilustrativo de Renata, 48 anos
Retrato ilustrativo

02Primeira paciente

Renata, 48 anos

A que chega com dor e sem tempo

Diretora jurídica numa empresa da própria Faria Lima, casada, dois filhos adolescentes. É ela quem marca o dentista de todo mundo da casa, e por isso é sempre a última a se cuidar. Vai de carro, entre uma reunião e outra, e só consegue ir a consultório que fique no caminho do trabalho.

"Fiz um procedimento complexo de maneira leve."

Avaliação de uma paciente sua no Google

O que a fez procurar agora

Acordou com dor na lateral da face e percebeu que está apertando os dentes à noite. No mesmo mês, um dente com restauração começou a latejar ao mastigar. Procurou porque não dá mais para empurrar.

O que ela quer

Resolver em poucas idas, com data marcada e fim previsto. Voltar a acordar sem dor. E quer ser vista como alguém que cuida de si com a mesma competência com que toca o trabalho — nunca como quem deixou chegar nesse ponto.

O que ela acredita, e não é bem assim

  • Que bruxismo se resolve com massagem e relaxamento, sem dentista
  • Que placa de farmácia é igual à feita sob medida
  • Que dente que amoleceu vai ter que ser extraído e virar implante
  • Que canal é o procedimento mais dolorido que existe

Do que ela tem medo

  • De doer e de perder o dia de trabalho
  • De estar pagando caro — viu orçamento pela metade em outro lugar
  • De fazer canal e o dente não durar mesmo assim
  • De começar um tratamento longo que ela não vai conseguir manter

Como ela procura você

Primeiro pede indicação a alguém de confiança. Depois confere essa indicação no Google e no Maps. Quando quer entender o procedimento sem perguntar a ninguém, pergunta ao ChatGPT. O Instagram ela abre só para ver se o consultório tem cara de sério. Procura por "dentista bruxismo faria lima", "dor na mandíbula ao acordar dentista" e "tratamento de canal faria lima".

Antes de marcar, ela precisa saber

  1. Em quantas sessões isso resolve, e quanto dura cada uma
  2. Se dói, e que anestesia é usada
  3. Quanto custa e se dá para parcelar
  4. Se é bruxismo ou se é a articulação, e como vocês descobrem qual é
  5. Se ela precisa mesmo de canal ou se dá para salvar o dente de outro jeito
  6. Qual o horário de atendimento e se dá para encaixar antes do trabalho
  7. Quem é a profissional, qual o registro e há quanto tempo ela faz isso

Por que ela escolhe você

Porque você olha o corpo inteiro, e não só o dente — e as suas pacientes dizem isso com essas palavras. Porque você faz exame e mapeamento individual antes de propor qualquer coisa, em vez de dar o orçamento na primeira olhada. Porque a sua mão é leve: tem avaliação de paciente dizendo que fez canal com você e não sentiu nada. E porque são 32 anos de prática — mais do que qualquer um dos cinco perfis que disputam canal na sua região.

Retrato ilustrativo de Adriana, 44 anos
Retrato ilustrativo

03Segunda paciente

Adriana, 44 anos

A que tem vergonha de falar do assunto

Gerente comercial sênior, solteira, sem filhos, mãe de uma cachorra. Vive de reunião presencial, almoço com cliente e viagem a trabalho. Mora no Jardim Paulistano, anda a pé e consegue encaixar horário fora do pico. Pesquisa sobre o problema à noite, sozinha, no celular — nunca pergunta a ninguém.

"Por que eu tenho mau hálito mesmo escovando?"

Uma das perguntas mais repetidas em fóruns sobre o assunto

O que a fez procurar agora

Alguém se afastou numa conversa de trabalho e ela passou a semana inteira pensando nisso. Começou a tapar a boca para falar. Comprou raspador de língua e enxaguante por conta própria, melhorou por duas horas e voltou.

O que ela quer

Falar perto de alguém sem pensar na boca. Voltar a aceitar o convite para o jantar. E quer continuar sendo vista como a mulher impecável que ela já é em tudo o mais.

O que ela acredita, e não é bem assim

  • Que o mau hálito vem do estômago — quando 99% vem da boca
  • Que enxaguante trata, quando ele camufla e às vezes resseca mais
  • Que gengiva que sangra é normal e que é só escovar mais forte
  • Que não existe tratamento de gengiva sem raspagem

Do que ela tem medo

  • De ouvir que isso não tem solução — ela já tentou de tudo
  • De gastar caro e sair de lá só com "escove a língua"
  • De melhorar e o problema voltar quando o tratamento acabar
  • De ter que falar do assunto em voz alta, e ser julgada por falta de higiene

Como ela procura você

Começa pelo ChatGPT e pelo Google, sozinha e à noite, porque não quer perguntar a ninguém. Só vai ao Maps quando já decidiu marcar. Indicação é o último recurso, e custa muito. O Instagram ela abre para ver a profissional antes de mandar mensagem. Procura por "por que tenho mau hálito mesmo escovando", "mau hálito vem do estômago" e "gengiva sangrando quando escovo".

Antes de marcar, ela precisa saber

  1. Qual é a causa real do mau hálito dela, se não é o estômago
  2. Como vocês descobrem a causa, e se existe exame
  3. Em quanto tempo isso melhora
  4. Se resolve de vez ou se volta
  5. Se ela vai precisar falar do assunto em voz alta, e como é a primeira consulta
  6. Quanto custa e se dá para parcelar
  7. Se gengiva sangrando tem a ver com isso
  8. Se dá para tratar a gengiva sem raspagem

Por que ela escolhe você

Porque você nomeia a causa que ninguém nomeia: a saburra lingual, e não o estômago. Porque você tem exame objetivo logo na primeira consulta — exame salivar e periograma — em vez de palpite. Porque você trata a gengiva sem cirurgia e sem raspagem, com base científica e laser. E porque você olha boca seca, refluxo, remédio de uso contínuo e doença de base como parte do mesmo quadro, que é exatamente o que ela nunca encontrou em lugar nenhum.

04Sua validação

Elas parecem as suas pacientes?

Ninguém conhece as suas pacientes melhor do que você. Leia com calma e responda pelo WhatsApp, do jeito que for mais fácil: por texto ou por áudio.